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Haddad diz que, se eleito, manterá rotina de visitas na cadeia federal

Candidato do PT à Presidência participou de sabatina nesta segunda-feira (17). Ele afirmou também que pretende aperfeiçoar a lei para punir com mais rigor delatores mentirosos e corruptores.

17/09/2018 às 20h58
Por: Redação Fonte: G1
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Fernando Haddad (PT) participou de sabatina nesta segunda-feira (17) — Foto: Reprodução
Fernando Haddad (PT) participou de sabatina nesta segunda-feira (17) — Foto: Reprodução

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira (17) que, se eleito, manterá a rotina de visitas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba. Afirmou ainda que Lula é seu "grande conselheiro".

Haddad participou de uma sabatina organizada pelo jornal "Folha de S.Paulo", pelo portal UOL e pelo SBT. Ele foi questionado se, caso vença a eleição, continuará fazendo visitas a Lula.

"Com certeza", respondeu o candidato. "O presidente Lula é meu interlocutor permanente", afirmou.

Depois da entrevista, à tarde, Haddad visitou Lula na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde o ex-presidente está preso desde abril depois de ter sido condenado pelo Tribunal Regional Federal a 12 anos e 1 mês de prisão em razão do caso do triplex em Guarujá.

Inicialmente, Lula era o candidato do PT à Presidência, mas teve a candidatura rejeitada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base na Lei da Ficha Limpa. Na semana passada, o partido escolheu Haddad para substituí-lo.

Mesmo antes de ser confirmado como o candidato petista, Haddad vinha fazendo visitas regulares a Lula. Ele foi designado como advogado do ex-presidente, para poder ter direito a mais encontros com o ex-presidente.

Na sabatina, Haddad disse, em um eventual governo, Lula terá um papel de destaque no aconselhamento.

"Eu considero ele um grande conselheiro. Uma pessoa que vai ter papel destacado no aconselhamento, vai falar da sua experiência, falar do que ele aprendeu no governo. Isso é natural numa democracia, ele vai se ser ouvido", disse Haddad.

Punição para delator mentiroso

 

Haddad foi questionado se, caso eleito, controlaria a operação Lava Jato. "Não, pelo contrário", respondeu.

Em seguida, ele disse que quer conversar com o Judiciário e o Ministério Público para buscar melhorias na lei, para punir com mais rigor delatores mentirosos.

"Pretendo aperfeiçoar uma parte da legislação que parece precisar de aperfeiçoamento: o delator mentiroso. O que fazer com o delator mentiroso contumaz. Alguns já estão gozando de liberdade. O que fazer nesses casos? Vamos procurar o Ministério Público e o Judiciário para discutir regras para punição ao delator mentiroso", afirmou o candidato.

Haddad disse que vai rever também a legislação referente a corruptores.

"A legislação é muito frágil para o corruptor. Ele alega que foi obrigado a pagar propina, quando, na verdade, eles organizam os carteis. Nossa legislação é muito frouxa com o corruptor. E geralmente ele é o delator mentiroso. Há uma coincidência. O corruptor, regra geral, é o que mais mentiu", argumentou Haddad.

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