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05/02/2019 às 10h22

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Redação

Boa Viagem / CE

Por ser honesto, descarregador é abandonado pelo patrão em cidade do interior do Ceará
Lá o homem que havia lhe contratado mandou ele tomar banho para irem almoçar. E assim ele fez. Porém, ao sair do banheiro do posto, o homem havia ido embora e deixado o mesmo abandonado, sem dinheiro e sem conhecer ninguém no local.
Por ser honesto, descarregador é abandonado pelo patrão em cidade do interior do Ceará
Reprodução da Internet

“Honestidade é algo caro, não espere isso de pessoas baratas”, a frase pronta que sempre é dita e compartilhada nas redes sociais, caiu como uma luva na história de Acrísio Veras Pinto. Morador da Lagoinha, região do município de Paraipaba, ele foi contratado por um caminhoneiro do município de Traíri para carregar 164 sacos de farinha em um caminhão, e depois vim para Tamboril vender a farinha a comerciantes do município.


Acrísio conta que chegou neste domingo (03) no distrito de Sucesso, onde ocorre tradicionalmente a feira livre que reúne pessoas de várias localidades que moram no entorno do distrito. Em um comércio, o dono do produto vendeu 20 sacas da farinha a um comerciante e mandou Acrísio pesar as vinte sacas. Constatado que cada saco pesava 50 quilos, o “patrão” do ajudante queria que ele mentisse e dissesse que cada saca havia pesado 55 quilos. 


De família humilde, trabalhador, pai de três filhos e tendo uma vida construída pela honestidade e a decência, Acrísio não fez o que o dono do produto quis. Disse ao comerciante que não iria mentir e que cada saco pesava na verdade 50 quilos do produto.


O ato de honestidade surpreendeu o comerciante e deixou furioso o dono do caminhão, que chegou a ofender o ajudante, por ser honesto e não mentir. Acrísio contou que foi levado a um posto de gasolina na saída para Tamboril. Lá o homem que havia lhe contratado mandou ele tomar banho para irem almoçar. E assim ele fez. Porém, ao sair do banheiro do posto, o homem havia ido embora e deixado o mesmo abandonado, sem dinheiro e sem conhecer ninguém no local.


Sem dinheiro e sem ter a quem recorrer, Acrísio contou que pediu ajuda, mas não conseguiu nada. 


“Sem lenço e sem documento” lembrando a música do Caetano Veloso, ele colocou a mochila com algumas roupas nas costas e percorreu a pé, 32 quilômetros até a sede do município de Tamboril. Ao chegar em um Posto de Gasolina da rede de Postos Lima, ele contou sua história, e foi ajudado por frentistas e algumas pessoas que providenciaram comida pra ele.


“Ele chegou aqui com muita fome, cansado, realmente em uma situação triste” contou um dos frentistas a nossa emissora. Depois de comer, as pessoas que ajudaram Acrísio entraram em contato com a nossa reportagem, que conseguiu a passagem do mesmo até sua cidade. Emocionado ele contou em entrevista a sua situação.

FONTE: Blog do Manuel Sales - Tamboril

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