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Política

07/08/2018 às 08h31

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Redação

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Vices escolhidos não atraem voto novo, dizem analistas
A avaliação é de analistas políticos entrevistados, ontem, um dia após estar definida a composição para as 13 chapas à Presidência (o total era 14, mas Manuela D’Ávila desistiu).
Vices escolhidos não atraem voto novo, dizem analistas
Reprodução

A escolha dos candidatos a vice-presidente, definida em convenções partidárias nos últimos dias, serviu para reforçar o posicionamento da maior parte dos candidatos, agregou pouco eleitoralmente e, de maneira geral, não abriu diálogo com setores da sociedade em que os presidenciáveis já não tinham influência.


A avaliação é de analistas políticos entrevistados, ontem, um dia após estar definida a composição para as 13 chapas à Presidência (o total era 14, mas Manuela D’Ávila desistiu). 


Para o professor e cientista político da FGV Marco Antônio Teixeira, a escolha dos vices, que se deu no apagar das luzes, foi a “possível” e trouxe pouco em termos eleitorais. “De uma maneira geral, não agregou muito. Não há um vice que te leve a um lugar onde você não chega, que crie uma conversa com quem os candidatos já não conversavam”. 


O professor Marco Aurélio Nogueira, da Unesp, afirma que, como em qualquer pleito, a escolha dos vices busca uma ampliação dos apoios. “Todos tiveram essa preocupação, que não foi possível em vários casos por uma espécie de esgotamento das possibilidades”, afirma.


Para os dois analistas, esse é o caso das candidaturas do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), que definiu o general da reserva do Exército Hamilton Mourão (PRTB), de Marina Silva (Rede), que escolheu Eduardo Jorge (PV), de Henrique Meirelles (MDB), que trouxe o ex-governador gaúcho Germano Rigotto (MDB) e do senador Alvaro Dias (Podemos), que optou por Paulo Rabello de Castro (PSC). 


Em menor escala, seria também o caso de Geraldo Alckmin (PSDB), que já tem relevância no Sul, de onde vem a senadora Ana Amélia (PP-RS). 


Eleitorado feminino


Na avaliação de Cláudio Couto, professor de Gestão e Políticas Públicas da FGV-SP, o caso mais dramático é o de Bolsonaro, por ser um candidato que enfrenta dificuldades para dialogar com o público feminino. 


Para ele, a escolha de Mourão, presidente do Clube Militar, pode afastar segmentos que poderiam ser atraídos com um discurso mais flexível. 


Sobre a candidatura de Marina Silva, Cláudio Couto acredita que, dadas as fragilidades de tempo eleitoral, estrutura e dinheiro da Rede, a aliança com Eduardo Jorge foi positiva. “Por mínimo que seja, ampliar o tempo de TV é importante. Dá um alívio para a campanha”, afirma.

FONTE: Diário do Nordeste

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