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Política

25/10/2018 às 13h34

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Redação

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PT tem de 'voltar à periferia', diz Haddad
Após ouvir críticas de Mano Brown, o presidenciável admitiu que o partido precisa se reconectar com bases populares
PT tem de 'voltar à periferia', diz Haddad
Fernando Haddad tem sido alvo de críticas dentro do próprio PT por ter supostamente dado pouca atenção a periferia, base histórica do partido Foto: Mauro Pimentel/AFP

Um dia depois de ter ouvido críticas do rapper Mano Brown sobre a dificuldade de o PT dialogar com bases populares, o candidato do partido à Presidência da República, Fernando Haddad, admitiu nesta quarta-feira (24), que o partido precisa se reconectar com a população da periferia. "O que ele falou é a pura verdade. A gente tem de se reconectar com a periferia, com a dor que as pessoas estão sofrendo", disse Haddad.


Em ato político realizado na noite de terça-feira (23), no Rio, o rapper rompeu o clima festivo ao afirmar que, se o PT "não conseguiu falar a língua do povo, tem de perder mesmo" a eleição. "Não gosto do clima de festa. A cegueira que atinge lá (referência à campanha de Jair Bolsonaro), atinge aqui também. Isso é perigoso. Não está tendo clima para comemorar", completou Mano Brown, que chegou a ser vaiado por parte da plateia.


Haddad tem sido alvo de críticas dentro do próprio PT por ter supostamente dado pouca atenção a periferia, base histórica do partido, em sua passagem pela Prefeitura de São Paulo.


Em entrevista antes de evento organizado nesta quarta-feira à noite no Largo da Batata, zona oeste de São Paulo, o presidenciável petista comemorou o resultado da mais recente pesquisa Ibope/Estado/Globo, que mostrou queda de quatro pontos porcentuais em relação a Bolsonaro - a quem chamou de "frouxo" por ter se recusado a participar de debates no segundo turno das eleições.


Goldman


O ex-presidente do PSDB Alberto Goldman anunciou nesta quarta-feira (24), em um vídeo postado em seu perfil no Facebook, que votará em Haddad no segundo turno das eleições. Segundo o tucano, a decisão se dá porque o presidenciável do PSL "passou dos limites aceitáveis no último domingo, com um discurso que nos traz de volta os momentos mais dramáticos da nossa história".


"Acho que ninguém duvida da minha história política. Minhas posições foram muito fortemente antipetistas", disse ele, que acrescentou: "Nunca pensei que um dia poderia votar neles. Agora me sinto diante dessa dificuldade, porque, do outro lado, está esta direita raivosa. Cheguei à conclusão que não estou disposto a pagar para ver e vou, contra a minha vontade, acabar votando em Haddad."


Goldman fez referência a declarações dadas por Bolsonaro no último domingo, prometendo fazer uma "faxina" e banir os "vermelhos" do Brasil . As declarações foram feitas via transmissão de vídeo e exibida a apoiadores do candidato concentrados na Avenida Paulista.


Após o primeiro turno, o diretório municipal do partido, presidido pelo vereador João Jorge, decidiu expulsar Goldman por supostamente ter feito campanha a favor de Paulo Skaf (MDB) ao governo do Estado e contra João Doria, seu desafeto. A executiva nacional, no entanto, divulgou nota declarando que a decisão era inócua porque o ex-governador ocupa o cargo de secretário de Relações Internacionais do PSDB nacional.


Agenda


Haddad terá agenda nesta quinta (25) e sexta (26) no Nordeste, única região em que teve votação superior à do concorrente no primeiro turno. Ele visita na quinta Recife (PE) e vai na sexta a Salvador (BA). O PT ainda avalia o local do encerramento da campanha - se na favela de Heliópolis, na zona sul de São Paulo, ou em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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