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10/09/2018 às 10h12

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Redação

Boa Viagem / CE

Seis candidatos a presidente participam de terceiro debate na TV; veja propostas
TV Gazeta reuniu Alvaro Dias (Pode), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Marina Silva (Rede).
Seis candidatos a presidente participam de terceiro debate na TV; veja propostas
Da esquerda para a direita: Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Alvaro Dias (Podemos) e Ciro Gomes (PDT) durante debate na TV Gazeta, em São Paulo (Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo)

Seis candidatos a presidente da República participaram na noite deste domingo (9) de um debate na TV Gazeta promovido pela emissora, pelo jornal "O Estado de S. Paulo" e pela rádio Jovem Pan.





O debate reuniu Alvaro Dias (Pode), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin(PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Marina Silva (Rede) – veja mais abaixo as propostas apresentadas pelos seis candidatos.


Antes de o debate começar, a mediadora, Maria Lydia Flândoli, informou que a TV Gazeta manifestava solidariedade ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro, internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Na semana passada, ele levou uma facada durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG).



A mediadora também informou que, como o PT ainda não tem candidato a presidente da República, não haveria representante do partido. Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitoua candidatura de Luiz Inácio da Lula da Silva à Presidência. O PT ainda não anunciou o substituto.




Durante o encontro deste domingo, os postulantes apresentaram propostas sobre saúde, segurança, educação, combate à corrupção e economia.




O debate foi dividido em cinco blocos:




 



  • 1º bloco: Candidatos responderam a perguntas de candidatos;

  • 2º bloco: Candidatos responderam a perguntas de jornalistas;

  • 3º bloco: Candidatos responderam a perguntas de candidatos;

  • 4º bloco: Candidatos responderam a perguntas de internautas;

  • 5º bloco: Candidatos fizeram as considerações finais.


 




 



Propostas



 




Conheça abaixo as propostas apresentadas pelos candidatos em respostas a perguntas que receberam durante o debate.




Observação: A ordem dos candidatos abaixo seguiu a ordem de respostas dadas no primeiro bloco do debate.




>>> GERALDO ALCKMIN (PSDB)







 

Geraldo Alckmin (PSDB) no debate da TV Gazeta (Foto: Reprodução/TV Gazeta)Geraldo Alckmin (PSDB) no debate da TV Gazeta (Foto: Reprodução/TV Gazeta)



Geraldo Alckmin (PSDB) no debate da TV Gazeta (Foto: Reprodução/TV Gazeta)


 


 



  • Combate à corrupção: "O ex-presidente Lula foi condenado em segunda instância e cumpre prisão, e o Aécio Neves nem julgado foi. E nós não passamos a mão na cabeça de ninguém. A lei é para todo mundo. Quem deve, deve responder e deve ser punido. Quem não deve, deve ser absolvido. É isso que a população deseja. Em relação ao caso de um promotor aqui em São Paulo, é muito estranho ele entrar com um pedido de ação porque esse assunto já foi para o STJ, e o STJ já disse que não tem nenhum caso de improbidade administrativa e essa é a posição também do Ministério Público. Estranho que isso ocorra a menos de 30 dias das eleições. Eu não tenho só ficha limpa, eu tenho vida limpa, 40 anos dedicados à vida pública, meu patrimônio é o mesmo, moro no mesmo apartamento há 30 anos, abri mão de aposentadoria de deputado estadual, de deputado federal, e o que herdei do meu pai vou deixar para os meus filhos: um nome honrado."

  • Reforma política: "Entendo que precisa haver a reforma política porque estamos num ambiente político totalmente errado. Só no Brasil para ter 35 partidos. Diminuir partidos, ministérios, senadores, deputados, privatizar, enfim, uma grande reforma do Estado."

  • Combate ao crime organizado: "São Paulo tinha em 2001 13 mil assassinatos, talvez o candidato [Henrique Meirelles] não saiba. Nós reduzimos para 11 [mil], 9 [mil], 7 [mil], 5 [mil] e no ano passado foram 3,5 mil. Nós saímos do 25º estado mais perigoso para o mais seguro do país, com menor indicador. Com inteligência, tecnologia, software de inteligência, investigação, investimento no sistema prisional. Enquanto o governo do Lula, o governo federal não tinha uma penitenciária de segurança máxima, nós tínhamos 3 e atendemos ao governo federal e aqui ficaram grandes traficantes. Nós vamos levar isso para o Brasil inteiro, vamos ajudar todos os estados, vamos ter uma agência nacional de inteligência, unir a inteligência da Polícia Federal, das Forças Armadas, da Abin, da Polícia Rodoviária Federal e dos estados. Vamos ter uma guarda nacional em caráter permanente, não essa Força Nacional que empresta policial de um estado para o outro, mas uma guarda nacional permanente, com força-tarefa para as 50 cidades mais violentas."

  • Penitenciárias: "Questão de segurança pública é absolutamente prioritária. No ano passado nós tivemos 63 mil assassinatos no Brasil, um triste recorde. Muito voltado à questão do tráfico de drogas, tráfico de armas e problemas nas fronteiras. Eu vou trabalhar firme tendo agência de inteligência, integrando as inteligências para a questão das fronteiras, informação, inteligência. Trabalhar com os países vizinhos, crime não tem fronteira. Nós somos vizinhos de grandes produtores de droga do mundo. Tráfico de drogas, tráfico de arma, toda a prioridade nisso. Endurecer a legislação contra o crime organizado, penitenciária de segurança máxima. O governo federal só tem cinco penitenciárias, e só quatro praticamente que estão efetivamente funcionando. Aqui em São Paulo nós investimos, 90 mil presos trabalham e estudam. As penitenciárias de segurança máxima todas com bloqueador de celular, todas as penitenciárias com scanner, com fechamento de portas automáticas. Vamos investir. Não tem como ter um bom sistema de segurança se não tiver um bom sistema de segurança pública."

  • Considerações finais: "Agradecer a você que está nos acompanhando até este final do debate. Dizer que tenho até mesmo, antes de ser candidato à presidente da República, e esse também é o pensamento de uma mulher corajosa, batalhadora, como é a Ana Amélia, a nossa candidata a vice-presidente da República, que nós temos defendido a pacificação. Apenas unidos nós vamos conseguir superar os grandes desafios do Brasil. O desafio do emprego e da renda, trazendo investimento, fazendo reformas, tendo uma agenda para o crescimento brasileiro. A agenda da educação, educação de qualidade, da saúde e da segurança. Todas as vezes que o Brasil fez um esforço de pacificação, ele avançou. O Brasil já tem problemas demais, os brasileiros já têm problemas demais, nós não podemos ter um próximo presidente ainda mais problema. Não. É hora de decisão. O Brasil já errou. Nós já erramos e vimos as consequências. Nós estamos preparados para fazer um grande esforço de união nacional, em torno da mudança política, da mudança tributária, da reforma do estado brasileiro, para que o país se encontre e seja uma grande nação."



>>> MARINA SILVA (REDE)







 

Marina Silva (Rede) no debate da TV Gazeta (Foto: Reprodução/TV Gazeta)Marina Silva (Rede) no debate da TV Gazeta (Foto: Reprodução/TV Gazeta)



Marina Silva (Rede) no debate da TV Gazeta (Foto: Reprodução/TV Gazeta)






 



  • Evasão escolar: "Sem educação não vamos a lugar nenhum. A minha proposta para a educação é que ela seja educação de qualidade, aonde as nossas crianças tenham acesso ao contraturno, com educação integral. Aonde os nossos professores sejam bem treinados para serem melhor capacitados, com salários justos e planos de salário. E que a educação brasileira passe a ser atual. Boa parte da evasão escolar tem a ver com uma educação que ensina aquilo que as crianças e os jovens não sabem como vão aplicar. Para que se possa aprender é preciso que se crie o desejo de aprender. Desenvolver as habilidades e ao mesmo tempo ter como utilizar essas habilidades de forma produtiva. Essa é a educação que nós vamos fazer com foco na primeira infância, que é ali onde a criança aprende a aprender."

  • Corrupção: "A Operação Lava Jato trouxe para o país uma série de comprovações de envolvimento de políticos com corrupção, não só deles, mas dos seus partidos. E que infelizmente lideranças que poderiam estar contribuindo para o país estão igualmente envolvidas. O que o presidente Lula hoje está sofrendo em função da sua prisão tem a ver com o poderoso esquema de corrupção que se criou dentro do governo do PT, mas não só do governo do PT. Nos governos anteriores também, com a compra de voto e que muitos deles só não estão presos, como é o caso de Aécio Neves, como é o caso de Renan Calheiros, do próprio Temer, do Padilha, do Moreira Franco e tantos outros que agora estão no palanque do PSDB porque têm foro privilegiado. Eu digo que a justiça não pode ter dois pesos e duas medidas, por isso que eu apoio a Operação Lava Jato, porque a gente tem que combater a corrupção é com medidas de fato. Não é apenas dizendo que é tolerância zero com a corrupção sem nenhuma proposta. Combater a corrupção é enfrentar o problema da corrupção sistêmica, institucional que assaltou os fundos de pensão, a Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, a qual PT, MDB, DEM, PSDB praticaram juntos."

  • Saúde: "No meu governo, vamos oferecer saúde de qualdiade para todos e transformar o SUS num plano de saúde dos brasileiros. Tenho a felicidade de ter Eduardo Jorge como vice e ele coordena a área de saúde. Ele foi um dos idealizadores do SUS e a proposta é reestruturar o SUS criando 400 regionais atendendo, cada uma delas, 500 mil pessoas para poder ampliar a cobertura de saúde e oferecer serviço de qualidade na saúde pública com especialistas. Boa parte das pessoas não tem atendimento especializado. Nós vamos ampliar a cobertura de saúde com foco nos médicos de saúde da família, com equipes de saúde da família para que todos os brasileiros tenham saúde de qualidade, valorizando os profisisonais, sendo bem remunerados, bem treinados, formando médicos generalistas para atender na ponta. Vivi as mazelas de não ser atendida corretamente e tenho este compromisso."

  • Correios e indicações políticas: "Os Correios têm um símbolo importante no nosso país. Durante décadas a única forma de se comunicar com uma pessoa era através dos Correios. Eu mesma, que nasci e me criei nos seringais da Amazônia, conseguia chegar uma carta do longínquo Ceará, lá do Ciro Gomes, para o meu pai, ainda que demorasse um ano, chegando por água, isso era fruto dos trabalhos dos Correios. Ele tem uma simbologia. No entanto, a roubalheira, a politicagem, a falta de eficiência faz com que hoje os Correios fique na situação que você, meu jovem, acaba de referenciar. O que é público não é necessariamente incompetente, ineficiente. No meu governo, nós vamos escolher as pessoas com critério de idoneidade ética, capacidade técnica, e blindar as instituições públicas da politicagem, do toma-lá-dá-cá, do desvio de verba pública, da ineficiência. Dar eficiência a algumas instituições públicas, como o Correios, Caixa Econômica, Banco do Brasil, Petrobras, blindando da corrupção, é um compromisso para mostrar que gestão pública pode ser feita com eficiência, com transparência e é isso que nós vamos fazer. Eu tenho os melhores comigo para poder gerenciar e é assim que eu vou governar."

  • Considerações finais: "Este é o primeiro debate que nós estamos fazendo depois do atentado contra o candidato Jair Bolsonaro. Eu tenho dito reiteradas vezes que entrei nessas eleições mesmo com todas as dificuldades de não ter tempo de TV, dinheiro, fazendo campanha francisca, mas entrei para oferecer outra face. Para a face do ódio, o amor. Para a face da preguiça, o trabalho. Para a face da violência e do desrespeito, tolerância. Respeito com as ideias dos outros mesmo quando elas são diferentes das nossas. Eu sou mulher, sou mãe de quatro filhos. Vi a violência perto da minha vida desde a minha adolescência. O assassinato do Chico Mendes, do Ivair Gino e de tantas outras pessoas. Em pleno Século 21, nesse ano de 2018, tivemos o assassinato da Marielle, tivemos o atentado à caravana do presidente Lula e tivemos agora o atentato contra o Jair Bolsonaro. Nós não vamos chegar a lugar nenhum com o país dividido. E quero chamar você, mulher, para, junto comigo, fazermos um grande movimento de unir o Brasil a favor daquilo que interessa: saúde, educação e vida digna para todos. Um país próspero e bom de se viver."


 







>>> ALVARO DIAS (PODE)







 

FONTE: G1

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